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Não... eu não posso, Cecília,
quebrar o meu corpo...
o meu corpo não é um fardo.
Nem posso quedar-me
silenciosa, sem pensar
porque, infinito...
o momento é de cantar.
Se me acabo todo dia
todo dia vou renascer
e cantar a música do amor
a música da verdade
paz e alegria
porque eu não sou
mas fui, sou e serei
pelo meu corpo e voz
pelo meu sorriso e presença
Como os outros foram
pelo que fizeram
e nos deixaram.
(Célia Lamounier de Araújo)
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